Nº14 - Fev. 2012, 250 ex. }

Texto: José Vieira / Imagem: Filipe Losna

S. Teotónio

Prior da Sé de Viseu
Primeiro Santo Português
1082, Tardinhade - 1162, Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

Nascido de nobre família visigoda, as primeiras letras aprende-as no vizinho Convento beneditino. Mas, aos dez anos, encontra-se já em Coimbra, acompanhando seu tio-avô D. Crescónio (bispo dessa Cidade).

Falecido o tio Bispo em 1098, outro tio, D. Tedónio, Prior da Colegiada dos Cónegos Regrantes da Sé de Viseu, chama-o a esta Cidade. E aqui demora longos anos, aplicado, na preparação para as Ordens Sacras, que aqui viria a receber.

Os seus invulgares dotes (de inteligência, piedade e humildade), tornam-no elemento destacado do Clero local pelo que vagando o Priorado por falecimento de seu tio, é unanimemente apontado como sucessor. Avesso a honrarias, resistiu enquanto pode, acabando por aceitar o Priorado (1112), cargo que exerce com inexcedível zelo. Não cede, porém no aceitar a Mitra viseense. Desejando peregrinar à Terra Santa, obtém essa graça e parte de Viseu (por duas vezes). Quando se preparava para terceira viagem, é instado a integrar o grupo de doze homens que lançariam os fundamentos do histórico Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), de que viria a ser eleito primeiro Prior. (...)


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Memória Descritiva

Para este cromo o objectivo foi criar uma interpretação gráfica da personalidade em destaque: S. Teotónio. O desafio aqui, para mim, como criador, seria posto da seguinte forma: como representar esta personalidade? Ser fiel ao carácter e idiossincrasias da mesma? Procurar algo na sua vida que o caracterize inequivocamente? Ou antes, representá-lo como é visto por todos, a sua "imagem colectiva"? Desde o início, o carácter humilde e profunda dedicação ao longo de toda a sua vida foram características que suscitaram admiração e que procurei de alguma forma fazer transparecer na imagem que criei. Contudo, toda a imagética associada à temática religiosa, em particular os santos, me pareceu também apropriada. Assim, tendo em conta estas características, procuraria, por um lado, uma aproximação à personalidade em questão partindo das referências à minha disposição (visuais e escritas) e, por outro, um afastamento no sentido de criar algo que a transcendesse, ou seja, uma imagem que suscitasse algo de espiritual, de ascético, tendo em conta o traço da sua personalidade que, na minha opinião, mais o caracterizou: a sua espiritualidade.

Para a imagem final, procurei, através de meios digitais, explorar a forma e o contraste. O facto de a imagem surgir monocromática relaciona-se não só com estes aspectos (predominância da forma e contraste), mas talvez também com as referências visuais utilizadas, igualmente monocromáticas, que poderão ter condicionado de alguma forma a minha interpretação pessoal. Estas opções conferem à imagem um impacto visual maior; mais dramático.

Procura-se aqui, através dos diversos detalhes dirigir o olhar do espectador para o rosto da personagem; para a sua expressão; para o seu olhar. Procura-se, portanto, uma ligação; uma aproximação)

A apresentação

Do lado direito encontra-se o cartaz relativo à apresentação deste cromo. Para aceder ao registo de alguns dos momentos que acompanharam a apresentação, por favor veja a nossa página do facebook.

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