Nº26 - Fev. 2013, 250ex. }

Texto: Henrique Almeida & Irene Pereira / Imagem: Raquel Fareleira

Igreja da Misericórdia de Viseu

Cronologia: Séculos XVI a XIX
Encomendante: Santa Casa da Misericórdia de Viseu

Data de 1516 a outorga do primeiro compromisso assinado por El-Rei D. Manuel, que instituiu a irmandade da Misericórdia de Viseu. O primitivo templo, mandado edificar por D. Jorge de Ataíde no séc. XVI, passou por profundas alterações em consonância com os cânones estilísticos prevalecentes nos séculos XVIII e XIX.

A fachada data de 1775 e foi construída pelo mestre pedreiro António da Costa Faro. A casa tão formosa tinha a igreja ao centro e a botica e a casa do despacho nas laterais. Na frontaria rococó, com pilastras em cinco corpos verticais, impõe-se o corpo central, coroado por uma cruz trevada e ladeada por fogaréus com urna. Por cima do portal, um varandim de perfil curvo enquadra três janelas de sacada.

Ao centro, a coroa real e o escudo das armas nacionais completam a simbólica barroca. Sobre os corpos laterais levantam-se duas torres sineiras com coruchéus. O desenho da cimalha e as molduras das portadas anunciam o rococó. A altura e a elegância das torres impõem o edifício no espaço urbano do centro histórico de Viseu. (...)


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Memória Descritiva

Fui visitar a Igreja da Misericórdia. Deambulei atentamente pelo seu interior e exterior. Inúmeras vezes já tinha ali estado, entrado e saído, visitado o Museu na ala Norte, mas nunca tinha parado para a ver realmente. Ao vê-la de frente percebi os cinco panos da igreja, cada um com a respectiva porta. Existe então a porta central de acesso à igreja; à direita, a de acesso ao Museu, e na extremidade, uma outra porta ainda pertencente ao Museu. Imediatamente uma curiosidade imensa assaltou a minha “reconstrução” da Igreja da Misericórdia. O que é que se esconde por trás das duas portas da extremidade esquerda? Ora, as fachadas laterais da igreja pouco diferem da dos edifícios à sua volta, logo, o meu primeiro pensamento fugiu para que aquelas portas pudessem dar acesso à casa do padre ou à sacristia. Não resisti e fiz a questão a uma senhora simpática do Museu, que prontamente se ofereceu para abrir as tão misteriosas portas. Finalmente o mistério foi desvendado. A ala Sul da Igreja funciona como espaço para exposições temporárias do Museu da Misericórdia. É coerente, lógico e pertinente, no entanto senti alguma desilusão. Desta forma, a minha intenção passou por integrar a realidade e a ficção numa imagem, dando a conhecer o espaço interno real da Igreja da Misericórdia através de um corte transversal da mesma, aplicando simultaneamente diversas situações, reais e fictícias, relativas às obras de misericórdia praticadas por esta instituição.

A apresentação

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